#57 Um Conto de Inverno

quarta-feira, 31 de março de 2021


Cuidado com o que deseja...
 

sinopse 

Sophy Winter não é a típica dona de uma casa senhorial. Na verdade, à exceção de muitos sonhos e uns quantos pesadelos, nunca foi dona de nada. Porém, a sua sorte muda inesperadamente quando herda uma mansão no campo. É com o coração rejubilante que vai conhecer a sua herança. E o que vê não é (de todo) o que esperava. Winter’s End foi em tempos uma casa imponente, mas agora está decrépita e (pior!) repleta de excêntricos e infernais habitantes. Sophy - que quase se imaginara a protagonizar uma versão real de Downton Abbey - fica desesperada. Mas o pior está para vir. Quando se espalha a notícia de que William Shakespeare visitara a mansão durante os seus dias de glória, a vila inteira fica de olhos postos em Sophy. Especialmente o sedutor Jack Lewis. Mas estará ele realmente apaixonado por ela… ou apenas na herança, subitamente tão apetecível? Entregue a si própria num casarão repleto de histórias, segredos, pó e (talvez) um ou dois fantasmas, o que deve Sophy fazer? 

Infelizmente, não pode sequer contar com Seth, o seu magnífico jardineiro. Seth… tão silencioso e forte como a mais bela das árvores (e que a ignora desde o primeiro dia). Seth… o homem cujo coração ela nunca conseguirá conquistar (disso, Sophy tem a certeza absoluta). Mas a jovem herdeira já deveria ter aprendido a desconfiar da aparente previsibilidade da vida. Tão surpreendente quanto a própria herança é aquilo que está prestes a acontecer.


Vamos lá aproveitar que temos mais um novo autor por aqui. Devo contar-vos que que este é mais um daqueles livros que me chamou a atenção pela capa em primeiro lugar e só depois pela sinopse. Já o li há algum tempo, mas ainda me lembro de como foi difícil voltar a pegar nele depois de ler as primeiras páginas. Foi aqui que ganhei preguiça de continuar e até voltar a lê-lo demorou alguns dias. Na minha opinião, nas primeiras páginas, ou como gosto de dizer A.W.E (antes de Winder´s End), é tudo muito aborrecido, até pensei logo - "mas que história enfadonha!". Depois, quando ganhei coragem e dei uma nova oportunidade, foi até ao fim (para acabar, fiquei um dia até às 6h da manhã a ler, mas pshiu, nao contem a ninguém.)

Quando o interesse começou, foi aí que percebi que a história muda exatamente quando Sophy chega à sua nova casa. É aqui que a história sofre um "up" de 100% e Sophy, que até aqui transparece ser uma mulher amargurada, insegura e até mesmo "secundária", se transforma e se revitaliza. É como se a sua nova vida fosse um catalisador de  juventude e energia, tudo aquilo que não vemos no início do livro.
Em relação à história, uma das melhores partes é tentar imaginar este lugar e conseguir transportar-nos até lá. Que casa incrível deve ser. Toda a história e cultura que lá dentro se encontra e aquelas tradições de anos. Sempre que imagino uma casa assim, não posso deixar de confessar que o meu pensamento foge imediatamente para a quase certa biblioteca que deve haver escondida atrás de uma de tantas portas. Altas estantes até ao teto, uma escada para chegar aos livros arrumados bem lá em cima, o cheiro a livros antigos... o sonho de qualquer booklover, não é?
Outro aspeto positivo é, e voltando um pouco àquilo que anteriormente disse, a transformação de Sophy ao longo das páginas. Se no início vemos uma Sophy sem rumo, cabisbaixa, resignada e até mesmo um pouco influenciável e deslumbrada, quando chega a Winter's End e põe mãos à obra, vemos uma reviravolta revigorante e que faz com que o leitor suspire de alívio e se prenda à história de uma mãe forte, decidida e trabalhadora. Das melhores transformações de personagens que li nos últimos tempos. A personificação de uma mulher com M grande, que não se deixa levar por falinhas mansas, que sabe o que é trabalhar arduamente e que não baixa a cabeça por nada, nem ninguém. Sophy soube-se reinventar como ninguém. 
Podia dizer também que uma das coisas que menos gostei foram as personagens de Jack e da Tia Hebe, mas não. Confesso que, apesar de controversas e de personalidades menos boas, forma eles a puxarem pela mudança da protagonista e da história em si.

Quanto ao romance de Sophy e Seth, tornou-se muito mais secundário, o que não me chocou. Gostei da maneira subtil com que foi introduzido na história. Tendo o enredo já tantos componentes penso que não fazia falta uma história de amor daquelas demasiado floreadas e arrebatadoras. Aliás, é neste livro que podemos concluir que não é preciso um tórrido romance para se fazer uma boa história. Este tão subtil amor é o que me faz mais feliz, por ser talvez, o começo de uma introdução de novos estilos literários. Estava a pensar agora dar uma oportunidade a policiais, o que acham?
 

#56 O Regresso

terça-feira, 16 de março de 2021


sinopse 

Trevor Benson não planeava voltar a New Bern, na Carolina do Norte. Mas quando uma explosão perto do hospital onde trabalha no Afeganistão o deixa com ferimentos devastadores, a velha casa que herdou do avô parece um bom lugar para recuperar. 

Decidido a regressar à faculdade de Medicina, Trevor não está minimamente disponível para amar… mas o primeiro encontro com Natalie abala as suas convicções. A ligação entre ambos é impossível de ignorar, mesmo que Natalie se esforce por manter uma distância inexplicável. 

Igualmente difícil de compreender é Callie, a adolescente solitária que mantinha com o avô de Trevor uma profunda relação de amizade. Trevor espera que a jovem o ajude a desvendar o mistério que paira sobre a misteriosa morte do avô, mas com pouco sucesso… até que a verdadeira natureza do passado de Callie ameaça ser revelada, deixando Trevor perante um segredo que nunca poderia ter antecipado. 

Na sua missão para decifrar os segredos de Natalie e de Callie, Trevor irá descobrir o verdadeiro significado do amor e do perdão… e que na vida, para seguir em frente, temos muitas vezes de voltar atrás.


Já há muitos anos que não lia um livro deste escritor. Senão me engano, acho que o último até foi o "Dear John". Tanto tempo fez-me esquecer a maneira de escrever de Sparks. Confesso que uma das coisas que reparei logo nas primeiras páginas foi o uso de um vocabulário ligeiramente mais complexo, o que pode desmotivar alguns leitores.
No meu caso, posso confessar que nas primeiras páginas fiquei mais desanimada e desencorajada com a história, talvez por ser aquela parte de introdução, sempre um pouco mais detalhada que tira a "pica" a uma leitura mais intensiva. 
Quanto à história em si, gostei muito e quando apanhei o balanço, custou parar para comer e dormir. Já a sinopse, que foi o que me fez comprar o livro, deixava espreitar um bom enredo e ao longo da história vim-me a aperceber do quão singular e impactante são as histórias de Nicholas Sparks. Mal comecei a ler a primeira passagem que introduz a volta ao passado pensei - "caramba, isto é totalmente o estilo dele".
Como já referi em outros post's, gosto muito quando um escritor não baseia o seu livro apenas numa história, tendo como secundário outros pequenos enredos. Aqui podemos seguir Trevor e a sua busca da explicação da morte do avô, que o liga diretamente a Callie e Natalie, personagens estas que têm a sua própria história envolvida em mistério.
Não tenho personagem preferida mas gostei muito da parte que diz respeito às abelhas. Confesso que não sou muito fã deste pequeno e esvoaçante animal, mas sei que o funcionamento do nosso planeta depende diretamente da vida das abelhas. Achei bastante interessante e até mesmo enriquecedor ficar a conhecer o funcionamento de uma colmeia, como por exemplo que toda a colónia de abelhas está dividida em "grupos de trabalho" e o quanto imprescindíveis são essas tarefas para a sua/nossa sobrevivência. 
Também gostei da parte amorosa do livro, que não é o mais típico destes livros, onde duas pessoas se apaixonam, corre tudo às mil maravilhas e seguem a vida conjunta. Neste caso, acho sim, que é o típico deste autor, e que já tão bem conhecemos pelos livros e filmes. E acho que este livro dava um ótimo filme não acham? Aquela cena do casal que se separa, e que se volta a encontrar depois de tantos anos separados é muito cinematográfico. Por isso mesmo, e porque eu adoro fazer um filme na minha cabeça, imaginando as personagens, os lugares, os cheiros, do que estou a ler no momento, recomendo muito este livro - uma história cheia de afetos, amor, amizade e, principalmente, bondade. Uma história com muito conteúdo, bem escrita e que mostra acima de tudo que a bondade para com os outros e para connosco próprios é um dos segredos para viver-mos em paz e felizes.

#55 Um crime exagerado

sábado, 13 de março de 2021


sinopse

Três «detetives» involuntários. Uma morte inexplicável.

A vila de Lachlan sofreu um duro golpe quando dois cadáveres foram encontrados nas raízes de uma árvore caída. Graças a um trio improvável - a escritora Sara Medlar, a sua sobrinha Kate e o amigo Jack -, o mistério foi desvendado e a paz regressou à comunidade.

Agora, Sara, Kate e Jack não têm qualquer interesse em dar largas ao seu talento detetivesco, afinal, escaparam à morte uma vez e não querem tentar a sorte de novo. Mas talvez não possam evitar o que os espera, pois Janet Beeson acaba de ser barbaramente assassinada. 

A encantadora velhinha foi alvejada, apunhalada e envenenada. E quanto mais o trio descobre sobre a adorável Janet, maior é a perplexidade: o que poderá ter motivado tamanha violência? Mas eles já deviam saber que na pacata vila nem tudo é aquilo que parece…


Lembram-se de ter falado aqui do livro "Um Crime Anunciado"? Pois bem, este é a continuação desse mesmo livro. É a continuação da relação entre o trio, Sara, Kate e Jack, e de mais um crime por resolver. Sinceramente, gostei muito mais da envolvência desta história. Começando pelo crime, muito mais elaborado, com muitas mais histórias paralelas que fazem o interesse do leitor crescer a cada página. Depois temos o trio protagonista muito mais envolvido entre si, bem como com todo o meio envolvente dos vários mistérios. 
Quanto à escrita não vou dizer nada que já não saibam, é o estilo de Jude Deveraux, de fácil compreensão e de uma leveza sublime. 

Falando agora das personagens, falemos principalmente do tão famoso trio. Se no primeiro livro, a minha personagem preferida era Sara, pela sua espontaneidade e criatividade, e o que menos gostava era Jack - achava-o um pouco sem sal sabem? Transmitia ser uma pessoa muito "estática" que seguia sempre tudo o que Kate e Sara faziam e diziam. Já neste livro, acabo por achar quase o contrário. Achei Sara um pouco mais apagada, e nem mesmo o suposto romance tão fugaz mudou a minha opinião. Não sei se foi porque, ao desvendarem o mistério, muitas das decisões eram tomadas por Kate e Jack, sem Sara saber, para a "proteger" e não a abalarem mais, dado que a vítima tinha muito em comum com ela. Se foi isso, consigo compreender, mas com muita pena que as suas saídas perspicazes e carismáticas tenham ficado, maioritariamente no primeiro livro.
Já Jack, acho que teve aqui um "boost" de carisma e personalidade e chegou-se à frente. Nesta história adoro a maneira como ele chama a atenção de Kate e os pequenos "picanços" entre ambos, porque toda aquela conversa de - "ele é como uma irmão para mim" e "só a vejo com uma irmã", já chateia não é? Até mesmo na tomada de decisões e no desenrolar da história, parece que finalmente se tornou um membro ativo do grupo. Será que me ouviu ou que leu o que escrevi no outro post? (Jack, se estás a ler isto, por favor, vai em frente com a Kate, está bem? São dois a querer ok? - recado dado)

Como já disse, gostei muito do crime deste livro. Um bom enredo, onde o assassino não é entregue ao leitor logo nas primeiras páginas e com as várias pistas e suspeitos, o leitor torna-se detetive até ao fim. Uma das coisas que mais me prendeu ao livro foi o fato de a escritora, para além do crime principal, juntar pequenos crimes secundários à história, o que fez com que houvesse muito mais enredo e deu muito mais trabalho ao leitor a desvendar todos os mistérios deste livro. No todo, achei este livro muito mais interessante que o primeiro, e se formos neste registo, quero acreditar que o terceiro vai ser ótimo.

#54 Um Perfume de Paixão

sexta-feira, 5 de março de 2021


sinopse 

Noiva do encantador e sedutor Greg Anders, Sara Shaw mal consegue esperar pelo dia do seu casamento em Edilean, na Virgínia. Mas apenas três semanas antes do dia do casamento, Greg recebe um telefonema durante a noite e sai sem dar qualquer explicação. Dois dias mais tarde, um homem aparece através de um alçapão no soalho da casa de Sara, afirmando que é o irmão da sua melhor amiga e informando-a que se vai mudar para casa dela.

Embora Mike Newland esteja realmente a dizer a verdade sobre a sua identidade, a razão que o levou ali tem muito mais que se lhe diga. É um detective que trabalha infiltrado; a sua missão é usar Sara para descobrir o paradeiro de uma mulher — uma das criminosas mais notórias dos Estados Unidos — que, por acaso, é a mãe do homem com quem Sara tenciona casar. Mike acredita que a investigação não será difícil — isto é, caso consiga arranjar maneira de fazer com que uma jovem de «boas famílias» como Sara confie em si. No entanto, Mike não faz a mais pequena ideia do que aquela missão lhe reserva. Esforçouse ao máximo para esconder as suas ligações a Edilean, as quais remontam ao tempo em que a sua avó vivera naquela localidade, em 1941.

Mas à medida que Mike e Sara se vão conhecendo, ele não consegue evitar partilhar segredos que nunca tinha partilhado com ninguém. Enquanto trabalham juntos para resolverem os dois mistérios, o amor crescente que desabrocha entre os dois começa a sarar cicatrizes de uma forma que nunca teriam imaginado ser possível.


Não sei se é de mim ou do livro, mas... não gostei muito, principalmente do "romance" e do casal protagonista, mas já lá vamos.
Como já todos sabem e conhecem, comparo muito a escrita de Jude Deveraux à de Nora Roberts, e aqui não é exceção. Um dos meus livros preferidos de Nora, é também a junção de romance e um toque de policial, "O Segredo de Black Hills" (já aqui falado no blog). E é mesmo nessa parte do enredo "policial" que comparo muito as duas escritoras, até mais precisamente aquele livro de Nora com este de Jude. Na minha opinião, é o que faz o livro, o que é mais chamativo nesta leitura, e confesso, o que me prendeu a esta história, sendo a minha parte preferida. Todo aquele mistério bem desenvolvido e explicado ao longo das páginas é o que prende o leitor.
Bem como todos os seus livros, a escrita de Jude é uma escrita fácil e de muito boa leitura, o que faz com que o leitor continue até acabar o livro, mesmo quando não existe motivação para tal.
Deixando o "mistério" do livro para o fim, até porque é a melhor parte, falemos então do casal que protagoniza a história de amor deste livro. Logo o que vejo nas primeiras páginas lidas é a súbita paixão avassaladora que assombra Mike e Sara, logo que se encontram. Pode não estar explicita na escrita, mas sabemos com atos e com os pensamentos de ambos que subitamente e ao fim de poucos dias, já se amam perdidamente. É tudo tão rápido, que parece irrealista, o que a mim, me deixa logo com o pé atrás. O que mais gosto nestas histórias e que faz com que o meu género literário eleito seja o romance, são aquelas histórias de amor levadas com leveza e uma boa dose de realidade, que são transportadas para algumas páginas em branco. É saber que a qualquer momento, o que estamos a ler, nos pode acontecer. É ler e imaginar que podemos ser nós aquelas personagens. Coisa que, lamentavelmente, não me aconteceu aqui. Penso, sinceramente, que tanto Mike e Sara dão muito mais à história individualmente.
Vamos agora à melhor parte do livro, aquela que me fez continuar até ao fim do livro. 
Toda aquela operação de infiltrado, para descobrir onde está e quem é a criminosa e o que é que ela e o seu cúmplice filho querem de Sara, melhor amiga da sua irmã, complicam o trabalho de Mike. Achando que esta operação policial podia ser e correr ainda melhor, não fosse a rápida relação amorosa entre o policia e a testemunha/isco, todos os passos e descobertas no caso vão pelo caminho certo e "fazem" o livro. O leitor vê-se intrigado e empolgado na pele de detetive neste caso até ao fim do livro. 
Não esquecendo de referir a minha personagem preferida, Mr. Lang. Como outras personagens, também aparece em outros livros que já li. Imagino-o aquele velhote misterioso que vive afastado de tudo e de todos, que mete medo às crianças e até mesmo a alguns adultos, mas que está sempre atento e pode até ser considerado um "desfavorecido" que rapidamente passa a ser a chave de qualquer enigma. Isso e ser um amante de animais, faz dele a minha personagem de eleição do livro. 

#53 Amor Verdadeiro

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021


sinopse

Quando Alix Madsen está a terminar a faculdade de arquitetura, Adelaide Kingsley morre e deixa-lhe em testamento o usufruto, por um ano, de uma encantadora casa do séc. XIX em Nantucket. A relação da idosa com a família Madsen é um mistério para a voluntariosa Alix - que terminou há pouco uma relação -, mas Alix aceita o estranho legado, em parte porque lhe dá tempo para planear o casamento da sua melhor amiga.

Parece que Adelaide Kingsley tinha uma tarefa bastante específica para Alix: resolver o estranho desaparecimento de uma das mulheres da família Kingsley, Valentina, há mais de duzentos anos. Como se isso não fosse suficientemente perturbador, Alix tem ainda de lidar com o arrogante (e extremamente bem-parecido) arquiteto Jared Montgomery, que vive no anexo da casa. Sem o conhecimento de Alix, Jared foi incumbido de olhar por ela enquanto está na ilha - tarefa fácil para ele, considerando a inegável química entre os dois. Mas Jared tens os seus segredos que, se revelados, podem cavar um fosso entre ambos.

Com um glorioso casamento de Nantucket no horizonte, há faíscas no ar e os fantasmas do passado começam a mostrar-se - alguns deles mesmo a sério. Vendo as suas vidas intimamente entrelaçadas com os destinos turbulentos dos seus antepassados, Alix e Jared descobrem que apenas corrigindo os erros do passado podem esperar ficar juntos.


Este livro é o primeiro de uma trilogia, a Trilogia das Noivas de Nantucket. Devo dizer que neste livro, e depois de já ter lido alguns da mesma autora, achei tudo demasiado "perfeito"... Sim, sei bem que havia o mistério do desaparecimento da Valentina e do seu diário, mas não existiu entrave algum e assim que descobriam as coisas, rapidamente as resolviam.
Em contra partida, devo dizer que o elenco fantasmagórico foi a minha parte favorita do livro. O Capitão Caleb, o "avô" de Jared, mesmo sem poder sair de casa, está em todo o lado e sabe de tudo. Confesso que no fim do livro, partilhei as preocupações de de Jared, começando a desconfiar se Caleb ia mesmo ou não matar Victoria e suspirei de alivio quando percebi que não o ia fazer e que tudo ia acabar em bem. É ótimo quando uma personagem nos deixa durante a leitura várias perceções de carácter, fazendo-nos duvidar da sua bondade ou da sua malvadez.
Quanto ao principal romance desta história, enquadra-se perfeitamente naquele nosso ditado "o fruto proibido é o mais apetecido", não acham? Parece que, quanto mais o pai de Alix diz a Jared para se manter afastado da filha, maior o magnetismo entre ambos. Infelizmente, aquela história do gato e do rato, que ao início não se podem nem ver, havendo diálogos crus e rudes é só mais uma. Faltou aquela caraterística que nos faça lembrar deste casal e da sua história de amor. Acho que foi tudo demasiado bruto e previsível, do início ao fim. 

Jude Deveraux - cada vez que leio mais livros dela, mais semelhanças entre ela e Nora Roberts encontro. A fácil leitura, as ligações encontradas e formadas entre as personagens e os leitores são algumas características encontradas em ambas as escritas das autoras. Também todo este mistério à volta de um passado longínquo e a aparição de fantasmas nos leva a várias histórias de Nora, nomeadamente à Trilogia das Jóias, a minha preferida e os primeiros livros que li da autora. 

#52 Monstros Fantásticos - Os Crimes de Grindelwald

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021


sinopse

Desenrolando-se no mundo mágico de J.K. Rowling, a ação do segundo filme, numa série de cinco iniciada com Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los, muda-se de Nova Iorque para Londres e daí para Paris. Desenvolvendo-se a partir de acontecimentos que ajudaram a dar forma ao mundo da feitiçaria, esta nova história contém elos surpreendentes comuns às aventuras da série Harry Potter, que irão deleitar os fãs dos livros e dos filmes.

No final de Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los, o poderoso feiticeiro das Trevas, Gellert Grindelwald, foi capturado em Nova Iorque com a ajuda de Newt Scamander. Mas Grindelwald, cumprindo a sua promessa, consegue fugir de novo e começa a reunir seguidores, a maior parte dos quais não suspeita das suas verdadeiras intenções: criar feiticeiros sangues-puros para dominar todos os seres-não mágicos.

Num esforço para travar os planos de Grindelwald, Albus Dumbledore convoca Newt, seu antigo aluno em Hogwarts, que aceita uma vez mais ajudar, desconhecendo os perigos que o esperam. Os limites vão -se desenhando à medida que o amor e a lealdade são postos à prova, mesmo entre os amigos e familiares mais próximos, num mundo da feitiçaria cada vez mais dividido.


Dos livros mais fáceis que li. 
Não sei se por ter visto primeiro o filme ou se por ser escrito como um argumento da peça de teatro. Li-o em apenas algumas horas e confesso que até pegar nele, demorei a ganhar coragem. Sempre pensei que ia ser mais secante ler este livro, justamente pelos aspetos que referi acima e que o tornaram fácil de ler. Erro meu: ainda não li o primeiro. Mas como vi os filmes consegui me situar bastante bem na história. 
Quanto à escrita: para quem não está habituado ou ainda não leu nenhum livro em forma de argumento, começa por ser um pouco confuso. O fato de haver antes do diálogo, a discriminação do lugar e do tempo, pode ser cansativo na leitura. No meu caso, custou sempre ao inicio, mas depois de algumas páginas, já se torna automático. Ler neste formato ajuda a ser uma leitura rápida e muito leve.
Já todos sabem o meu grande amor por tudo o que envolve o mundo fantástico do Harry Potter. Esta série ajuda a manter "viva" todas as aventuras e mistérios, e isso se deve à ligação de personagens e lugares tão bem por nós já conhecidos. Quem mais tem saudades de Hogwarts ponha o dedo no ar! Estou muito curiosa pelo que aí vem. Este livro serviu de ponte de ligação para a tão conturbada história de Grindelwald e Dumbledore, já falada no mundo HP. Aquele pacto de sangue ainda vai dar muito que falar, bem como Aurelius Dumbledore, mais conhecido como Credence. Não sou a única que não acredita que ele não é irmão de Albus, pois não? Confesso que mal acabei de ver o filme, fui logo pesquisar e tudo leva a crer que não existe nenhum grau de parentesco entre eles. 
Para além do desenvolvimento da ligação entre os dois ex-amigos (Dumbledore e Grindelwald), o que mais me deixou curiosa foi a história de Nagini. Todos a conhecem pela companheira de Voldemort e seu Horcrux, mas até este livro ninguém a conhecia em forma humana. Gostaria que a sua história fosse abordada em futuras obras, porque sabemos que ela é uma Maledictus, uma humana com a capacidade de se transformar em animal e que passado uns anos se torna incontrolável, assumindo essa forma para sempre. Não sabemos é o porquê de tanta raiva dentro dela e como foi para ao lado do feiticeiro das trevas mais conhecido. 
Ansiosa que venham os próximos livros e filmes (se bem que com muita pena que o Grindelwald já não será interpretado por Johnny Depp).

Saldos Wook 2021

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Amigos leitores,
infelizmente os saldos já acabaram na Wook (não desanimem, há sempre mil e uma promoções que são tão boas ou até mesmo melhores que os saldos) mas mesmo assim ainda consegui, nos últimos dias de Janeiro, encomendar novos livros para a nossa estante: O Regresso, de Nicholas Sparks; A Harpa dos Reis, de Juliet Marillier; Um Conto de Inverno, de Trisha Ashley; Amor Verdadeiro, de Jude Deveraux; Um Crime Exagerado, de Jude Deveraux; e Perfume de Paixão, de Jude Deveraux.


                                                                 

Se quiserem saber mais ou até mesmo comprar algum dos livros, basta clicarem no vosso preferido.
E vocês? Compraram algum livro nestes últimos saldos? Passem lá no instagram do Blog e contem-me tudo.

#51 Um Crime Anunciado

terça-feira, 26 de janeiro de 2021


sinopse

Três pessoas. Uma paixão proibida. Um enigma por resolver.

Sara Medlar é uma escritora de renome. Decidida a abrandar o ritmo da sua vida, compra uma mansão antiga e contrata o jovem Jackson Wyatt para a remodelar. E quando Jack parte uma perna, Sara - que se sente só mas é incapaz de o admitir - convida-o a ir viver lá para casa.

Há, porém, um segundo inquilino a caminho… Kate Medlar, sobrinha de Sara. Ao chegar à grandiosa propriedade, porém, o desagrado de Kate relativamente a Jack é evidente - pois só um tolo não vê que o jovem está a usar os seus encantos para se aproveitar da velha senhora…
Mas quando a queda de uma árvore no jardim revela os restos mortais de duas pessoas, os três unem-se para desvendar o crime.
Perante a misteriosa má vontade de todos aqueles que os rodeiam, e unidos por um apurado sentido de justiça, Kate, Sara e Jack terão de mergulhar no sombrio passado da mansão para descobrir o que realmente aconteceu.


E aí está mais um livro de Jude Deveraux e por enquanto o último, porque ainda não comprei mais. Neste caso, este livro é o primeiro de uma série. É onde os personagens se conhecem e percebem a química que há entre eles e como funcionam bem juntos. Para perceberem, Sarah é uma senhora que vê em Jack uma ajuda. Percebe também que, para além de a ajudar, pode também ajudá-lo a ultrapassar os momentos menos bons por que ele tem passado. A esta dupla, junta-se Kate, sobrinha de Sarah e que vem a desenvolver com Jack uma boa amizade, que vamos percebendo pelas conversas e picardias, se vai tornando em algo mais.
Juntando a estas relações um bom mistério, já sabem que tem tudo para dar certo. Mistério esse que vem à tona, quando uma árvore cai e aparecem as ossadas de dois corpos. A curiosidade dos três companheiros de casa não os deixa não se aventurarem e tentarem desvendar o caso. Tentativa essa, que se torna pessoal, ao saberem que um dos corpos é o amor de infância de Jack que desapareceu sem deixar rasto há muitos anos, assim como a sua mãe.

Para mim, um dos aspetos negativos do livro é a personalidade de Jack. O melhor desta personagem é a relação que mantém com Sarah, de onde vêm os seus pontos altos na história. Aqui mostra a sua simpatia, graça, a disponibilidade e até mesmo um pouco de arrogância. O problema é que talvez em setenta porcento da trama, a história dele é dividida com Kate. E aqui acho-o muito apático, um tanto insipido até. Com tudo o que se passa à sua volta, os acontecimentos trágicos, as mortes, a relação com Kate, era de se mostrar mais garrido, mais ativo.

Pelo contrário, a minha personagem preferida é Sarah, uma senhora com os seus sessentas e muitos anos, castiça e pronta para pôr muitos jovens a um canto...
Sem ela, a história não tinha graça nenhuma, sendo ela a personagem fulcral para manter os leitores agarrados ao livro. Também é fundamental no desenvolvimento da relação entre Jack e Kate. É a pessoa com mais intuição e conhecimento, e a peça-chave para a resolução do caso, o verdadeiro às da equipa.  

Espero que na continuação das aventuras destes três, o clima aqueça entre Kate e Jack, e que este se chegue à frente. Já vimos neste livro que, no que toca a romance, está um pouco enferrujado, sendo fácil passarem-no à frente. Para além disso, espero ver um desenvolvimento no carácter de Jack, que faça com que apenas por ele, já valha a pena ler a história, tornando-se também ele, uma personagem essencial para o desenrolar do livro.
Fico também ansiosa para rever Sarah. As suas peripécias e a sua "matreirice" fazem as delicias do leitor.

#6 Leitura com um Toque de... Joanne Harris

domingo, 24 de janeiro de 2021

JOANNE HARRIS

Pois é, depois de tanto tempo, voltámos com esta rubrica que me é tão querida. Tentei que estas novas conversas fossem mais pessoais e mais completas, para não se tornarem tão banais como as primeiras que fiz. Demorei mais tempo em cada autor, li muita informação antes de enviar as perguntas finais e permiti-me conhecer primeiro a pessoa a quem ia enviar o email. Espero que gostem e que fiquem a conhecer melhor a Joanne.

Joanne Harris, nasceu a 3 de Julho de 1964, em Barsnley, Inglaterra. Filha de mãe francesa e de pai inglês começou desde muito cedo a mostrar a sua paixão por leitura, tendo estudado Linguagem Moderna e Medieval na Universidade de Cambridge. 
Dentro dos muitos livros que escreveu, podemos ter ouvido falar dela na adaptação para cinema do seu livro Chocolat, de 1999, que contava com Johnny Depp e Juliette Binoche como protagonistas. Devo dizer que quando li o primeiro livro desta autora, desconhecia esta facto. A Praia Roubada foi-me oferecido há muitos anos e tornou-se aquele livro de que nunca me esqueci. Lembro-me da história, dos sítios, das personagens tao bem como se o tivesse acabado de ler ontem. Tendo lido já mais do que uma obra de Joanne, foi este primeiro "amor" que fez com que lhe enviasse um email. Pronta a ajudar, disponibilizou-se logo a responder às minhas curiosidades, com uma simpatia extrema. Não me demorando mais, passo a vos mostrar então o que a querida Joanne tem para nos contar.


The Bookshelf: Para começar, eu gostaria de levá-la à jovem Joanne e aos seus dias de infância, e perguntar se foi quando começou a sua paixão pela leitura? Ainda se lembra do primeiro livro que leu?

Joanne HarrisOs meus pais eram ambos professores, e a nossa casa estava cheia de livros. O meu avô materno, que também era francês era professor, e a sua biblioteca era extensa. Assim, era inevitável que eu gravitasse para livros desde tenra idade. Ninguém me disse o que ler, então eu li tudo o que eu podia encontrar: poesia; peças; traduções; clássicos; livros de natureza; enciclopédias; livros sobre o espaço; literatura; romances de crime (o meu avô adorava estes).

Não me lembro do primeiro livro que li, mas os meus pais e o meu avô leram-me tantas  vezes que comecei a ler naturalmente. Lembro-me do meu avô ler O Livro da Selva (a versão completa) tantas vezes que conhecia passagens inteiras de cor. Havia um livro muito antigo de poesia francesa chamado Voici des Roses, que a minha mãe me lia com frequência. E o meu pai (que era quem mais me lia livros em criança) lia-me as histórias de Enid Blyton (traduzidas para francês) e de um escritor francês chamado Georges  Chaulet, que escrevia livros fantásticos sobre Fantômette, uma menina que estudava num colégio, mas que também era uma vingadora mascarada nos seus tempos livres.

TB: Sei que leu os livros da Agatha Christie em francês, a sua primeira língua, não foi?

JH: Sim, o meu avô era um grande fã de histórias de detetives. Nunca me ocorreu que fossem traduzidos. Apenas assumi que a autora gostava de vilas inglesas.

TB: Filha de mãe francesa e de pai inglês, sente que isso influenciou a sua curiosidade em ler em diferentes línguas? Além do francês e do inglês, há outra língua onde se sinta à vontade?

JH: O meu pai é um excelente linguista que fala cinco línguas fluentemente, e por isso fui criada com um amor pelas línguas. Falo alemão fluentemente (embora esteja fora de prática). Aprendi latim na escola, e achei surpreendentemente útil depois. O meu italiano e o meu espanhol estão bem, conseguindo seguir uma conversa, mas a minha gramática não é muito precisa. Tenho aprendido o velho islandês online, e consigo lê-lo bem o suficiente para ler os textos que me interessam. Sou fascinada com o funcionamento das línguas e com o que revelam sobre as nossas várias culturas. 

TB: Esta é uma pergunta ingrata, mas prefere ler ou escrever?

JH: Isso é como perguntar a um chef se prefere comer ou cozinhar: um alimenta o outro.

TB: Esta pergunta surge porque muitos dos autores com quem falo, desde que começaram a escrever, sentem que deixaram a leitura para trás, e os fazem sentir que agora têm uma maior disposição para a escrita. Isto aconteceu consigo?

JH: Não: Penso que a leitura - o mais amplamente possível - é absolutamente essencial para uma boa escrita. Não há desculpa para qualquer autor desistir de ler.

TB: Quanto à escrita, e tudo o que envolve, qual é o seu lugar favorito para escrever? Onde se sente mais confortável e sente que as ideias fluem mais naturalmente?

JH: Tenho um barracão no meu jardim, que se tornou o meu espaço de trabalho preferido, embora possa trabalhar em qualquer lugar – incluindo em aviões e em quartos de hotel, se for preciso.

TB: A inspiração pode vir de todos os lugares. Pode ser de experiências passadas ou encontradas no momento, ao virar da esquina. A maior parte do tempo, de onde vem a sua inspiração?

JH: Não há uma única fonte. Como disseste, vem de todo o lado; coisas que leio, eventos atuais; experiência pessoal; folclore; mitos; até mesmo sonhos.

TB: Sei que no livro Coastliners (A Praia Roubada), a sua principal inspiração era o lugar onde passava alguns momentos com o seu avô, quando era mais jovem. Que memórias tem desse tempo? Ainda se lembra do cheiro que é tão característico de qualquer casa de praia? Aquela brisa do mar quando acorda? Aquela pele salgada?

JH: Muito do que me lembro está no livro, e há tantas memórias. Mas o aroma avassalador do lugar é muito evocativo: cheirava aos lamaçais do outro lado da baía, e de peixes cozinhados lá fora no antigo churrasco, e da mimosa e figueiras que cresceram atrás da casa. Grande parte da minha memória opera em torno do odor; É por isso que escrevo tanto sobre isso.

TB: Além de ser inspirada por lugares e memórias, também transmite às suas personagens as características das pessoas à sua volta, tornando as personagens semelhantes às pessoas da sua vida? Se isso acontecer, cria ainda mais ligação entre si e o elenco literário, não é?

JH: Às vezes, mas os laços nem sempre são o que parecem. Posso pedir uma característica emprestada a alguém que conheço sem sentir que estou a representar essa pessoa na página; embora, por vezes (por exemplo: no caso de Anouk, que partilha semelhanças com a minha filha Anouchka) a ligação é muito mais pessoal.

TB: Tenho de falar de Chocolat. Confesso que li Coastliners sem saber que era do mesmo autor do livro onde um dos filmes de que tanto gosto se baseava. Foi então que percebi que adicionar uma pitada de Joanne Harris, uma colher de Johnny Depp e Juliette Binoche e uma xícara de chocolate, dá uma grande receita, e uma história ainda melhor.

O que sentiu quando percebeu que a sua história estava a ganhar vida no grande ecrã? Quando soube disso, aceitou imediatamente, ou houve alguma coisa que a fez ponderar? E quando finalmente viu o filme, estava tudo lá?

JH: Ninguém na minha posição recusa uma opção de filme. Não era muito dinheiro, mas dado que na altura estava a trabalhar como professora e com uma criança pequena, qualquer dinheiro extra era bom. No início, quando a opção foi vendida, presumi que o filme nunca seria feito, e ignorei o que estava a acontecer. Depois, as coisas começaram a acontecer muito depressa, e antes que me apercebesse, o filme estava a ser feito. (Há muito mais sobre isso no meu site, na página do Chocolat). Juliette Binoche veio para ficar na minha casa para ver o seu papel e saber como eu o imaginei. Dei por mim à noite, a cantar a parte da guitarra ao telefone com o Johnny Depp, para tentar trabalhar os acordes. Depois estava no estúdio, a ver as filmagens. Nenhum filme tenta recriar tudo num livro; são meios de comunicação muito diferentes. Mas acho que me senti bem em espírito, e o casting e a produção foram fantásticos.

TB: Numa palavra, como classificaria a ligação entre o livro e o filme?

JH: Ténue.

TB: Escreveu tantos livros, abordando tantos temas. Qual foi o que mais a desafiou a todos os níveis?

JH: Todos os meus livros são desafios. Não me proponho a escrever um livro a não ser que seja algo que me desafie. Mas Blueeyedboy foi particularmente duro: era estruturalmente experimental, e as relações eram particularmente escuras. Mas foi catártico, e ainda acho que contém alguns dos melhores escritos que já fiz.

TB: Como também é autora de livros de receitas e amante de boa comida, tenho um desafio para si: se estes três livros fossem um ingrediente ou uma receita, qual seriam e porquê? Coastliners, A Cat, A Hat and a Piece of String and A Pocketful of Crows.

JH: Costliners: Panquecas de trigo mourisco, servidas logo enquanto ainda estão quentes: é um dos pratos mais simples e comuns  da minha infância, e ainda me leva de volta para lá.

A Cat, A Hat and a Piece of String: Allspice, uma mistura aromática  que a minha avó costumava colocar num número surpreendente de pratos  e bolos, porque as minhas coleções de contos são todas tão variadas,  mas  guardadas com memórias.

A Pocketful of Crows: Parece estranho ligar a comida a um livro que é essencialmente sobre fome e desejo; mas este livro está cheio de comida silvestre e ervas, por isso eu escolheria o alecrim, um aromático que funciona em tantos pratos, e enche o meu jardim com o seu cheiro nostálgico. Gosto de guardá-lo em frascos de açúcar na minha cozinha, para infundir o açúcar com o seu sabor de verão.

TB: Por último, gostaria de enviar uma mensagem a todos os leitores, e em especial aos leitores de Portugal? Falo por mim, mas gostaria muito de um dia conhecê-la pessoalmente e quem sabe, talvez por terras portuguesas.

JH: Passaram-se alguns anos desde a última vez que estive em Portugal, mas espero poder voltar em breve. Adoro os meus leitores portugueses, que têm sido tão leais ao longo dos anos e que sempre me dão as boas-vindas maravilhosas; e sinto falta deles, e do seu belo país. 

E assim terminámos a primeira de muitas conversas (espero) deste novo ciclo da rubrica Leitura com um Toque de... 


          
                                         


#50 Desejos do Coração

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021


sinopse

Gemma Ranford quer tanto obter o emprego oferecido para catalogar os documentos de uma das famílias mais antigas de Edilean, a família Frazier, que está disposta a lutar por ele. Fascinada por História e desesperada por terminar a sua tese de dissertação, Gemma acredita que aqueles papéis lhe fornecerão novas informações essenciais para imprimirem novo fôlego à sua investigação. O que ela não espera encontrar são as repetidas referências à Pedra dos Desejos do Coração, um talismã mágico que, reza a lenda, concederá desejos a quem detenha o apelido Frazier. Se algo tão poderoso caísse nas mãos erradas, toda a família poderia ficar em perigo - mas, à semelhança da maioria das pessoas, Gemma considera que não passará de um mito. 
No entanto, à medida que vai passando mais tempo com a família, apercebe-se de que os desejos mais secretos de todos os Frazier estão, lentamente, a tornar-se realidade - e que ela, entretanto, está a apaixonar-se perdidamente pelo filho mais velho da sua empregadora, Colin. O problema é que Gemma não é a única a ter reparado que os poderes mágicos da pedra despertaram... e há um ladrão internacional à espreita. Trabalhando em conjunto, Gemma e Colin terão de encontrar a pedra antes que esta possa ser usada contra a família, mas não o farão sem que cada um dos seus desejos mais profundos tenha sido descoberto...


Bem, agora que deixámos a Nora Roberts a descansar um bocadinho, virámos toda a atenção para Jude Deveraux não é verdade? E já estou a pensar em fazer uma nova encomenda de livros pela Wook!
Quanto a este livro, mais uma história bem escrita, de uma forma simples e directa, que faz com que o leitor se veja facilmente no meio do enredo e na bela vila de Edilean.
Vila essa, ponto de encontro de quase todas as histórias de Jude. Podemos também encontrar aquele sentimento de "casa" ao ler, uma vez que já conhecemos cada canto e cada personagem como a palma da nossa mão. Por exemplo, neste livro quando Gemma se candidata ao emprego na casa dos Frazier e começa a conhecer os seus novos vizinhos, começam logo os mexericos e as tentativas de a juntarem a Tristan, o médico da vila. Não sabem eles, mas sabemos nós, que Tristan está destinado a Jecca (Amanhecer ao Luar - ainda não li) e que Gemma está a ficar completamente apaixonada por Colin. è bom de se ver Gemma a se relacionar com todos na vila e como é fácil para ela. Até Tristan se torna seu amigo e ótimo a fazer ciúmes ao xerife.

Não consigo não fazer novamente referência a Nora Roberts e às suas histórias misteriosas e românticas porque consigo fazer ligação com as de Jude. Ela também consegue ligar elementos de mistério e mágicos aos tempos de agora, ao mesmo tempo que faz desenrolar um belo romance, o que prende o leitor à história. A pedra dos desejos do coração, toda a investigação por detrás, o malvado tio de Jean faz com que isto não seja apenas uma história de amor.
Das minhas partes preferidas, é sem dúvida alguma, o facto de a pedra tão procurada ter estado sempre ali. E ter sido a pequena e muito inteligente Nell, sobrinha de Tristan a começar a onda dos desejos. Uma menina de oito anos capaz de arrancar gargalhadas apenas com algumas frases, astuta e nada parva. O que me ri com ela e com os "remédios felizes".

Em Desejos do Coração, não vemos apenas uma rapariga acabada de chegar a tentar se aproximar do menino bonito da vila, mas sim, uma mulher com objetivos e capaz de lutar pelo que quer, seja o amor, o trabalho ou até mesmo a amizade de uma vila inteira. E a maneira de ser de Gemma faz com que consiga isso tudo e que Edilean a acolha como uma filha da terra.

#49 Estranhos ao Luar

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

 

sinopse

Quando Kim Aldredge tinha oito anos, conheceu um rapaz de doze chamado Travis, que estava de visita à sua cidade natal de Edilean, na Virgínia, com a mãe. Embora essa visita tivesse lugar sob circunstâncias misteriosas, isso não impediu que as crianças se tornassem amigas. Durante duas semanas maravilhosas, andaram de bicicleta, jogaram basebol e leram em voz alta para o outro. Tudo coisas comuns para Kim, mas para Travis bastante extraordinárias. E Travis ajudou Kim a descobrir o seu amor pela criação de jóias, a paixão que se tornou a sua profissão. Antes de partir, ele disse-lhe que um dia iria voltar, e durante anos Kim guardou a foto de ambos, abraçados e sorridentes.
Travis é agora um advogado bem-sucedido em Manhattan, mas há coisas na sua vida que ele não quer tornadas públicas. E embora tenha viajado por todo o mundo, ainda pensa no verão passou em Edilean e na rapariga que lá conheceu. Essas semanas mudaram a sua vida para sempre. Quando Travis descobre que a mãe regressou a Edilean e tenciona voltar a casar, decide que está na hora de voltar também: não apenas para investigar o futuro marido da mãe, mas para finalmente cumprir a promessa que fez a Kim tanto anos antes...


No início do mês falei aqui do livro Máscaras ao Luar, de Jude Deveraux. Parece-me que os livros da Nora Roberts da minha estante encontraram quem lhes faça frente. Estou completamente apaixonada por todos estes livros e pela autora. A melhor coisa? Todas as obras têm ligação, mas não precisam de os ler todos ou por uma ordem específica. Quanto a esta história é muito semelhante à que li anteriormente. Muito fácil de ler, com uma escrita acessível a todos. O único problema é conseguir parar até chegar à última página.

Quem não tem memórias de infância? Amigos de Verão perdidos? Kim é uma de tantas pessoas que tem... e não esquece. Não esquece as brincadeiras, as conversas que teve durante tão pouco tempo com um rapazinho que um dia apareceu no seu jardim. Rapazinho esse que não se sabia divertir nem explorar o mundo e que viu em Kim a sua mestre de aventuras. E ele também não a esqueceu. Foi por isso que depois de tantos anos se reencontraram na mesma vila, mas já não eram as crianças ingénuas de outrora. E por não o serem, a relação de ambos esconde o passado e os mistérios nele criados. Por vezes pode-se pôr a própria felicidade em segundo plano apenas para ver as pessoas que amamos felizes. E é aí que vemos o carácter da pessoa. Foi assim que Kim percebeu que sempre amou Travis, o menino a quem tinha ensinado a ser criança, hoje ensina-a a amar.

Jude, neste livro, para além de queres passar a mensagem que os nossos melhores anos são os de brincadeiras em crianças, quer ainda passar a imagem que com amor tudo se resolve. É o amor que transforma as pessoas e trás ao de cima o que há de melhor em cada um. 

#48 Psicopatas Portugueses - 13 Histórias Reais

sábado, 19 de dezembro de 2020


sinopse

"O primeiro trabalho clínico que reúne os protagonistas da criminologia portuguesa, uma viagem ao recôndito das suas mentes perversas, uma descida às suas doentes e pérfidas motivações.
Psicopatas Portugueses é também um trabalho de Psicologia Forense e procura revelar o quanto o assassínio é complexo, um fenómeno intricado que ocorre no contexto de uma imensa multiplicidade de factores pessoais e culturais."
Os casos: Luísa de Jesus (última condenada à morte em Portugal), Francisco Esperança (Monstro de Beja), o estripador de Lisboa, Francisco Leitão (Rei Ghob), etc.


E porque não podem ser só romances não é? Ou na verdade podem! 
Já queria este livro desde o lançamento. Infelizmente foi caindo em esquecimento até à Feira do Livro de Lisboa deste ano, onde se encontrava em grande destaque no pavilhão da Oficina do Livro.
Sou grande fã deste tipo de histórias, principalmente se forem reais. Adoro ler sobre isso e ver documentários, percebendo o porquê, o porquê de cometerem estas atrocidades, na maior parte das vezes, a pessoas inocentes. 

Devo confessar que não sou a maior fã da Joana Amaral Dias, mas aqui impõe-se a escrita. E ela junta os pormenores de momentos macabros com alguma ironia, o que torna uma leitura descontraída e fácil. Se a nível de leitura é fácil, devo contar que existem histórias onde fiquei muito incomodada. Podem filhas matar as mães, despedaçando-as e enterrando a cabeça aos pés da cama? Pode um pai de família, assassinar a meio da noite a mulher, a filha e a neta com uma catana? Pode. Podem eles e outros tantos, tamanha é a maldade ou a loucura. 
Confesso que de todos os casos aqui relatados, o único que conhecia era o do Rei Ghob e já tinha ouvido falado do estripador de Lisboa, mas não tão a fundo. E como é que é possível não ter ouvido falar destes acontecimentos, ou de não me lembrar... Casos assim de certeza que passaram em todos os canais e programas de informação.

Soube de muita gente que diz que o livro ficou aquém das expectativas. Como já referi, não sendo fã da autora, as expectativas eram muito baixas, por isso posso dizer que as superou e gostei muito do livro. Não tinha nenhum do género na estante e agora gostava de ler mais, talvez desta vez sobre assassinos em série. Alguma dica?


#16 Dá-me Música!

#47 - Máscaras ao Luar

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020


sinopse

Sophie Kincaid está a passar por um momento difícil.
Foi abandonada pelo noivo e a sua carreira de escultora está num impasse. Felizmente, a sua amiga Kim parece ter a solução: basta que Sophie se mude para Edilean. Kim acredita que a pequena povoação é o Paraíso na Terra. Mas a experiência de Sophie vai assemelhar-se mais a uma descida ao Inferno. Para começar, o seu carro avaria, e quase é atropelada por um condutor em excesso de velocidade. Sophie resolve então levar a cabo uma pequena e criativa vingança contra o motorista, que é nada menos do que… o seu novo empregador.

E o Dr. Reede Aldredge bem merece ser castigado. Quanto mais não seja pelo seu temperamento amargo e modos rudes, conhecidos de toda a vila. Mas apenas ele sabe os motivos que o levam a agir assim. A fogosa Sophie, porém, fá-lo rir… algo que não acontecia há muito tempo. A química entre eles é palpável. A tensão também. Afinal, ambos têm segredos a esconder.

Quando, sob o luar de Edilean, partilham um momento de pura magia, algo parece mudar… Porém, até os habitantes da vila já perceberam que nada é simples para aqueles dois. Conseguirá a magia sobreviver à luz implacável da manhã, ou transformar-se-á em apenas mais uma memória embaraçosa?


Andava eu a dar uma olhadela no site da Wook e na minha wishlist, quando reparei em todos os livros que lá estavam da Jude Deveraux. Quando digo todos, não eram um ou dois, eram para aí uns nove ou dez. Andei de volta das sinopses e quando li a deste livro fez-se luz... Percebi que já o tinha lido porque me lembrava da história e de cada pormenor. De volta da estante lá o encontrei, e como aproveitando a promoção de Natal da Wook encomendei mais alguns livros desta autora, achei uma ótima altura para dar a minha opinião sobre este livro. 

Primeiro, sobre a autora e a escrita. Jude tem uma capacidade enorme de nos colar ao livro até à última página. Uma escrita limpa, simples que não nos deixa com dúvidas de nada. Tudo muito bem descrito e as personagens são bastante "reais", o que faz com que nos afeiçoemos a elas.
Uma das coisas boas dos livros dela é que apesar de estarem ligados entre si, muitos em trilogias, podem ser lidos individualmente, uma vez que a ligação entre eles é na maior parte das vezes as personagens.

Foi o que aconteceu com este livro. Só depois de o ler e de pesquisar mais sobre a autora, percebi que existem mais dois livros com as mesmas personagens, só que com os protagonistas diferentes.
Nesta história existe de tudo o que nos possa prender a um livro. Romance, comédia, mistério. Sou só eu que penso que dava um brilhante filme? Tipo aqueles da Netflix (confesso que os vi todos, e os de Natal são o meu guilty pleasure).
Sophie procura um escape, e nada melhor que mudar de vida. 
Muda-se para Edilean, uma vila pacata onde toda a gente se conhece. Não é de espantar quando a chegada da nova assistente do Dr. Reede se torna o assunto preferido dos habitantes. Dr. Reede. O resmungão da vila. Devo dizer que as peripécias que acontecem logo na chegada de Sophie e que a "impedem" de conhecer pessoalmente o seu novo patrão são a minha parte favorita da história. 
Agora, pensem comigo. Sophie. Dr. Reede. Uma vila pacata onde tudo e todos se conhecem. Amigos intrometidos. Isto tem tudo para dar certo não tem?

Agora é esperar que chegue a minha encomenda para continuar a viajar por Edilean. Depois conto-vos como foi por lá.
Em tempos de pandemia, nada melhor do que um livros ou dois, ou até três para podermos viajar sem sair de casa. 


#46 A Balada dos Pássaros e das Serpentes

sexta-feira, 27 de novembro de 2020


sinopse

A ambição é o seu estímulo.
A competição a sua força motriz.
Mas o poder tem um preço.

É a manhã da ceifa, que dará início aos décimos Jogos da Fome. No Capitólio, Coriolanus Snow, então com dezoito anos de idade, está a preparar-se para o seu momento de glória como mentor nos Jogos. A outrora poderosa casa de Snow vive tempos difíceis e o seu futuro depende da possibilidade de Coriolanus usar o seu charme, inteligência e engenho para vencer os seus colegas na luta por um tributo vencedor.

As probabilidades estão contra ele, pois recebeu a humilhante tarefa de orientar a rapariga do Distrito 12, a tributo menos desejada. Os seus destinos encontram-se definitivamente interligados - cada decisão que Coriolanus tomar poderá levar ao sucesso ou insucesso, ao triunfo ou à ruína.

Dentro da arena, a luta será até à morte. Fora da arena, Coriolanus começa a afeiçoar-se à sua tributo condenada e tem de confrontar a necessidade de obedecer às regras com o seu desejo de sobreviver a todo o custo.


Chegou o mais recente presente para os fãs de Hunger Games.
Um bom lembrete daqueles jogos macabros que juntam crianças para lutarem até à morte. 
Com um bom ritmo de história, uma boa leitura, onde a autora consegue passar ao leitor os porquês que podem ter ficado pendentes. O porquê dos jogos, o porquê da amargura do presidente, que embirrou desde logo com os tributos dos Distrito 12. O mimo-gaio.

Confesso que depois de o ler fiquei sem perceber se gosto ou não do Presidente Snow no passado, mas talvez este livro sirva para conseguir perceber melhor as suas atitudes nos recentes jogos. 
Ao ler as primeiras páginas deu-me imensa pena a sua vida e a sua história. Com a chegada dos décimos jogos e do seu "romance" com a tributo do Distrito 12, Lucy Gray, percebe-se que existe ali uma personalidade muito forte e dividida pelo amor e pela ganância. Mas a forma como ele consegue aliar os dois para sair sempre por cima é inacreditável. 
De um lado vemos um jovem em pleno inicio de vida adulta, com objetivos de vida, com uma família um tanto peculiar, arrebatado com uma paixão "quase" proibida e impossível. Foi com base nisto que por momentos pensei gostar do jovem Coriolanus Snow. Um jovem que tinha perdido quase tudo com a guerra: os pais, a dignidade, a estabilidade, a possibilidade de uma vida melhor.
Aqui entra o outro lado de Snow. Pensamos que durante os jogos, ele fez de tudo para salvar a sua apaixonada por amor, para a tentar salvar. Ou não. Por detrás de cada decisão tomada, de cada grande "gesto de amor", estava um jovem egoísta, que decidia tudo com base num futuro de riqueza e poder. 
Tanto estávamos perante o apaixonado Snow, que até comida roubou por um tributo, como víamos um amigo que foi capaz de levar um irmão de coração até à forca, sem nunca se acusar da traição. 

No fim, percebi a sua amargura e frieza com Catniss e com os próprios Jogos da Fome. Lembravam-no do seu passado, das traições, tanto por ele feitas, como por ele sofridas. E como ele muitas vezes dizia nesta obra e era o seu "lema": "Snow fica sempre por cima!" (até nós sabermos que não).

#45 - Tesouros escondidos

sábado, 18 de abril de 2020

* sinopse *

Dora Conroy tem uma pequena loja de antiguidades e, num leilão de arte, compra um quadro que é muito mais do que parece. Depois há o novo inquilino do apartamento por cima da sua loja, Jed Skimmerhorn, um ex-polícia que tem tanto de rude quanto de charmoso. Mas é ele quem a salva quando a loja é assaltada e Dora descobre que os outros compradores do mesmo leilão estão a ser assassinados. Juntando forças com Dora para descobrir quem está por detrás dos roubos e das mortes, Jed é atraído para a vida agitada de Dora e para o dia-a-dia da sua família excêntrica mas imensamente calorosa.


Já por três ou quatro vezes tinha lido este livro e cheguei mesmo a pensar que já o tinha "apresentado" por aqui. Com esta quarentena, tenho seleccionado alguns livros para reler e este chamou-me a atenção, apesar de me lembrar vagamente da história.
Esta história tem tudo o que costumo gostar: romance, família, drama e investigações. Tudo reunido dá um grande livro. E aqui temos Tesouros Escondidos. 
Tirando a relação amorosa entre Dora e Jed, que já é tão característica de livros desta autora, devo dizer que adoro a família "fora-da-caixa" de Dora. Os pais dela são qualquer coisa e fazem as delícias de qualquer leitor. Penso que seja a minha parte favorita, juntamente com toda a investigação à volta das peças de arte, que nos fazem lembrar um pouco aquelas séries de televisão. Quando damos conta, já nós próprios somos investigadores e queremos descobrir todas as pistas e ajudar a resolver o caso. 
E é isto que nos prende a uma boa história e a um bom livro.
Relacionado com a escrita e toda a organização do livro, e não querendo correr o risco de me repetir, Nora sempre nos apresenta histórias com uma escrita simples e objectiva, que é capaz de chegar a toda a gente. Bastante organizada nos factos e nas descrições. Um livro de fácil leitura com vários momentos que nos impedem de largar estas folhas até chegar ao fim.